Conselhos consultivos: quando funcionam e quando são decorativos

Antonio Guido

Antonio Guido

Governança Corporativa | Turnaround | Conselheiro

Arquitetura da Previsibilidade™

Conselho consultivo não é o que está no contrato.

É o que acontece entre as reuniões.

Já vi empresas com conselho formalmente constituído — ata, pauta, deliberação — onde nenhuma pergunta incômoda havia sido feita em dois anos.

E empresas sem conselho nenhum onde um advisor externo, com agenda mensal, mudou completamente a qualidade das decisões.

A diferença não está na estrutura formal. Está na função real.

Um conselho que só valida o que a gestão já decidiu não é conselho. É testemunha.

Um conselho que faz as perguntas que a operação não faz — sobre custos normalizados, contratos não lidos, riscos invisíveis — esse sim cumpre a função para a qual existe.

A pergunta que vale fazer antes de estruturar qualquer conselho:

Quem na sua empresa tem permissão real para questionar o que todo mundo já aceitou como inevitável?

Leia também: o maior risco de uma empresa não é um custo alto.

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