Ele não faz por vaidade. Nem por falta de confiança.
Na maioria das vezes, faz porque sempre funcionou assim.
A empresa cresceu. Contratou diretores. Criou novos cargos. O organograma ficou mais complexo.
Mesmo assim, existe uma fila que nunca diminui. Não é a fila do financeiro. Nem da operação. É a fila esperando uma única pessoa dizer "pode seguir".
Quando isso acontece todos os dias, parece eficiência. Parece agilidade. Parece o fundador presente, como sempre foi.
Pode ser apenas uma dependência que cresceu na mesma velocidade da empresa — só que ninguém documentou o critério por trás dela.
O risco não nasce quando ele falta. Nasce quando a empresa cresce mais rápido do que a capacidade de uma pessoa só decidir.
Quantas aprovações da sua empresa existem por necessidade — e quantas continuam apenas por hábito?
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