O LinkedIn convidou colunistas para escrever sobre o maior aprendizado de 2025. Escolhi um tema que atravessou praticamente todos os projetos do ano.
Em 2025, entre novos projetos, imersões executivas e conversas estratégicas com líderes de diferentes organizações, um aprendizado se destacou: ESG deixou de ser tendência e passou a ser competência de governança.
O que 2025 me ensinou: ESG é, antes de tudo, sobre estrutura de decisão
Não se trata mais de relatórios ou iniciativas isoladas. Empresas que tratam ESG como discurso correm atrás do prejuízo. As que integram o tema à estrutura de decisão criam valor real, reduzem risco e fortalecem reputação — porque passam a tratar o assunto com o mesmo critério que tratam qualquer outra decisão relevante.
Ficou claro ao longo do ano que governança forte é o que torna ESG sustentável — não o contrário. Conselhos que discutem ESG com profundidade técnica, não superficialidade, são os que conseguem traduzir propósito em métricas e processos reais. Empresas maduras não "fazem" ESG isoladamente: o tema já está dentro da forma como decidem.
Muitas organizações ainda lutam para conectar ESG com estratégia, riscos, cultura e modelo de negócio — porque tentam tratá-lo como área separada, em vez de reconhecê-lo como mais um ponto onde a dependência de poucas pessoas e a ausência de critério estrutural aparecem.
Como isso entra em 2026
Entro no próximo ano com mais clareza sobre onde meu trabalho como conselheiro e advisor faz diferença real: ajudar empresas a integrar ESG ao núcleo da estrutura de decisão — não como comunicação, mas como indicador que sustenta o negócio; preparar lideranças e conselhos para decisões mais transparentes e orientadas por impacto; e apoiar a navegação da complexidade regulatória e reputacional que só cresce.
O aprendizado de 2025 reforçou uma convicção que já orienta a Arquitetura da Previsibilidade™: desempenho e responsabilidade não são temas separados. São a mesma estrutura, vista de ângulos diferentes.
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