Uma plataforma de triagem rejeita quase 9 mil candidaturas a cada meia hora. A pergunta não é se ela erra. É quem seria avisado se errasse.
Um executivo de tecnologia resumiu bem o que está em jogo: essas empresas estão cedendo julgamento a uma máquina. Não é sobre o algoritmo ser bom ou ruim. É sobre ninguém ter definido, antes, quem é dono do critério que ele aplica para decidir quem passa e quem não passa.
O mesmo mecanismo que trava contrato mal revisado, planejamento mal comunicado ou piloto escalado sem dono aparece aqui — só que em volume muito maior e mais silencioso, porque quem é rejeitado nunca sabe o motivo.
Decisão que ganha velocidade sem manter o dono do critério não é exclusividade de nenhum departamento. É o mesmo problema, em roupagem diferente, toda vez.
Se um candidato certo foi rejeitado por engano essa semana na sua empresa, alguém ficaria sabendo — ou o processo segue sem ninguém revisar o que a máquina decidiu sozinha?
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