Queriam contratar 50 pessoas. Eu recusei.

Antonio Guido

Antonio Guido

Governança Corporativa | Turnaround | Conselheiro

Arquitetura da Previsibilidade™

Arquitetura da Previsibilidade™ — Newsletter sobre governança aplicada, turnaround, sucessão e continuidade empresarial para CEOs, fundadores e conselhos.

Queriam contratar 50 pessoas. Eu recusei. O que fiz em vez disso.

A operação tinha 150 profissionais certificados. O SLA estava em apenas 20%.

A pressão era clara: contratar mais. Expandir a equipe. Resolver pelo volume.

Não fiz isso.

Antes de qualquer decisão, mapeei como o trabalho realmente fluía — não quem o executava.

O que encontrei mudou tudo.

Tickets críticos e triviais entravam pela mesma fila. Com o mesmo peso. Disputando o mesmo tempo. Profissionais experientes passavam horas em chamados simples enquanto incidentes graves aguardavam.

A equipe não era o problema. Era o desenho invisível da operação.

Três mudanças. Nenhuma contratação.

  • Separação de filas por criticidade — com regras claras de triagem.
  • Dono definido por tipo de chamado — fim da ambiguidade sobre quem resolve o quê.
  • Indicador único e visível: SLA por categoria, não SLA geral.

Em 45 dias, o SLA saiu de 20% para 80%. A equipe era a mesma. O volume era o mesmo. O que mudou foi a arquitetura do fluxo.

Certificação não resolve problema de processo. Headcount não resolve problema de desenho. Pressão não resolve problema de estrutura.

Antes de contratar, mapeie o fluxo. Antes de treinar, entenda onde o trabalho trava. Antes de culpar a equipe, leia a arquitetura da operação.

Leia também, em outro ângulo do mesmo case: 150 certificados ITIL, SLA em 20%: o problema não era técnico.

Na sua operação — o que parece ser problema de pessoas mas pode ser problema de estrutura?

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